Data: 16/01/2019 Tempo: 01min de leitura Categoria: Institucional Visualizações: 87 visualizações
Por: Observatório da Gastronomia

Aquele “matinho” que você arranca no quintal pode virar uma bela de uma salada, sopa ou torta. Basta saber identificar as plantas alimentícias não convencionais (Pancs) para aproveitar todos os benefícios nutricionais que elas oferecem. Maria Conceição da Gama Cunha, moradora do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, que o diga. “Elas estavam na porta da minha casa e eu achava que eram mato”, lembra.

Quando Maria participou de um curso da Epagri lá na comunidade, a visão dela sobre os alimentos começou a mudar. “A extensionista mostrou as plantas, explicou para que serviam e os benefícios. Depois fizemos uma degustação”, conta. Maria gostou tanto que fez mais dois cursos.

Artesã e esposa de maricultor, ela é uma das beneficiadas de um trabalho da Epagri que abrange todas as regiões do Estado. O objetivo é orientar sobre o uso e o consumo das Pancs para promover a saúde e a segurança alimentar de famílias de maricultores, pescadores e agricultores, além de mostrar a possibilidade de diversificar a renda. O esforço ajuda a preservar a cultura alimentar de povos e comunidades tradicionais.

O trabalho envolve visitas às famílias, oficinas e palestras sobre identificação, cultivo e consumo das Pancs e implantação de hortas. Em Florianópolis, foram realizadas quatro oficinas para moradores de comunidades como Ribeirão da Ilha, Caieira da Barra do Sul, Tapera e Campeche. A Epagri ainda instalou uma Unidade de Referência Tecnológica no Centro de Treinamento, onde foi realizado um dia de campo com moradores de vários municípios. Em 2017, foram capacitadas 73 pessoas em Florianópolis.

A maioria dos participantes já está usando as Pancs na alimentação das famílias. “Agora eu uso bertalha, beldroega, que é rica em ômega 3, folha de batata-doce, picão-preto, erva-baleeira e dente-de-leão. Uso no feijão, na carne e em salada. Faz bem para a saúde e temos tudo na porta de casa”, diz Maria da Conceição que, mesmo sem espaço para uma horta, deu um jeito de cultivar as plantas em vasos.

 

Saiba Mais:

PANC’s: a cultura alimentar de hortaliças tradicionais na modernidade, por Michel Abras

Plantas alimentícias não convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS, por Valdely Kinupp

 

Fonte: Epagri

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