Data: 29/08/2018 Tempo: 02min de leitura Categoria: Cadeia Produtiva Visualizações: 262 visualizações
Por: Marcelo Bertoluci

Uma planta muito conhecida entre os brasileiros está em estudo como objeto de matéria prima para a fabricação de cerveja e iogurte para diabéticos.

A pesquisa é desenvolvida por uma equipe interdisciplinar da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava (PR), coordenada pelo Biomédico e PhD em Bioquímica Dr. Carlos Ricardo Maneck Malfatti, que tem apoio do Governo Estadual do Paraná e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de bolsa de Produtividade em Pesquisa (DT) em Tecnologias Médicas e para Saúde/2018. Os alimentos estão com as patentes depositadas (algumas já atestadas pela ANVISA) e outras ainda tramitando para o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

De acordo com Malfatti, a pesquisa inicial visava tratar a obesidade por meio de um produto natural, mas acabou mudando de rumo: “foi um acidente científico”. Segundo ele, ideias são exploradas e quase sempre acabam chegando a outras. “Quando começamos a pesquisa com o alecrim do campo identificamos uma modesta redução de gordura visceral associada com efeito hipoglicemiante e despertou a curiosidade”. O passo seguinte foi estudar o efeito do alecrim do campo em ratinhos diabéticos e chegou-se a uma fórmula de como extrair bioativos, que são substâncias presentes na planta, para observar a concentração ideal desses extratos em estudos in vitro (células isoladas) e pré-clínicos (modelos animais que mimetizam diabetes), buscando a dose ideal e analisando a resposta bioquímica, antioxidante, histopatológica, toxicológica e, por fim, a aplicação em humanos.

Entretanto, os produtos em estudo não se tratam de remédios/fármacos (Atestado pela ANVISA), e sim um tratamento natural que colabora para a prevenção e controle da glicemia. A cerveja ganhou o nome de ‘Rosemary’ (em fase de rotulagem e logomarca por equipe de publicidade vinculada), que significa alecrim em inglês. O grupo pretende ainda estender os estudos para aplicação em outros alimentos, compondo uma linha de produtos. “Estamos elaborando novos produtos a partir de orientações acadêmicas em diferentes níveis, como Iniciação Científica Tecnológica, Mestrados Acadêmicos e Profissionais e Doutorado”, afirma Malfatti.

Recentemente, o professor Dr. Malfatti foi convidado como orador oficial para apresentar os dois produtos em um importante evento em Lisboa, Portugal (FISSIN- LISBOA), cujo objetivo é aproximar cientistas de empresários em uma rodada de negócios, transferência de tecnologia para o setor empresarial, gerando Royalties, emprego e renda, bem como oportunidades de parcerias entre diferentes IES da Europa com o Brasil.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq (28/08/18)

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