Data: 20/08/2018 Tempo: 02min de leitura Categoria: Institucional Visualizações: 166 visualizações
Por: Observatório da Gastronomia

A reprodução e produção de larvas e sementes do marisco branco foi realizada pela primeira vez no Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O doutorando em Aquicultura, Juan Jethro Silva Santos, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) realizou uma etapa da pesquisa com  objetivo de realizar e descrever a produção do marisco em laboratório para garantir, caso necessário, a sua prevenção.

Sobre a pesquisa

O marisco branco, Mesodesma mactroides (Reeve, 1854), é uma espécie de molusco de areia com importância histórica e socioeconômica no sul do Brasil, Uruguai e Argentina, e vem desaparecendo ao longo das últimas décadas sem causas definidas. Neste sentido, vários estudos ambientais e laboratoriais são realizados, mas a pequena quantidade de informações estão relacionadas diretamente a sua produção em laboratório (larvicultura).

Durante a pesquisa, espécimes adultos de marisco foram coletados na praia do Mar Grosso no município de São José do Norte, Rio Grande do Sul (2°3’10″S 51°59’26″O), armazenados e transportados ao Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC, onde foram aclimatados para realização dos experimentos. Após três semanas de aclimatação e maturação, utilizou-se indivíduos machos e fêmeas para realização da desova. A larvicultura seguiu utilizando manejos padrões estabelecidos pelo LMM para outras espécies. Foram realizadas análises morfométricas dos estágios embrionários e larvais e registrou-se imagens dos mesmos ao longo do período de larvicultura.

No desenvolvimento embrionário observou-se a formação de embriões até metamorfosearem-se para larvas trocóforas e posteriormente para larvas D (nas primeiras 24 horas). Em seguida, continuou-se observando metamorfoses estruturais (diariamente) até o final da larvicultura, com larvas pedivéliger prontas para assentar, completando a larvicultura em 27 dias, demonstrando um desenvolvimento larval positivo por meio das variáveis biométricas de altura e comprimento em função do tempo, e comprovando este primeiro relato.

A partir deste estudo inicial, realizou-se experimentos relacionados a outras variáveis, como: temperatura, salinidade e dieta. Estas informações se fazem necessárias para o estabelecimento dos pontos ótimos de cada variável analisada para o desenvolvimento embrionário, larval e assentamento do marisco branco em laboratório, no intuito de completar o pacote tecnológico de cultivo desta espécie.

Fonte: Laboratório de Moluscos Marinhos – UFSC (17/08/18)

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